Império ou Reino?!



“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor”.
Colossenses 1:13
Não, o apóstolo Paulo não trocou as palavras, não as usou de forma aleatória, ele sabia exatamente o que estava dizendo. Apesar de serem dois sistemas de governo que muitas vezes são usados como sinônimos, império e reino na realidade possuem características próprias e inerentes que qualificam cada uma de uma forma bem distinta.
Um império geralmente se estabelece à força. Seu objetivo é conquistar o maior número possível de território e subjuga as gentes ao seu senhorio. Dessa maneira, um imperador governa, além de seu próprio povo, outros povos que não lhe pertencem. Estes são submetidos ao seu poderio e sendo negado sua cultura, língua, religião e valores.
Se o império é estabelecido por conquistas forçadas ou por meio de relações “diplomáticas”, um reino, diferentemente, estabelece-se de forma legítima, a lei que impera é a lei do amor: geralmente o direito de herança ao trono pertence ao filho. O justo rei governa em favor de seu próprio povo. Ele não está interessado em grandes territórios, mas sim no bem-estar de toda sua gente e se possível for lutará a seu favor.
Apesar de serem conceitos de cunho histórico bem realistas e ter um entendimento bem particular acerca do que expressava ao povo – Paulo era cidadão Romano e fazia parte desse império quando recebeu cartas para prender e até matar os que andavam no Caminho – Ele não comunicava conceitos históricos e sim espirituais, tratava-se não de um lugar físico, mas de uma posição na esfera espiritual.
Em outras palavras: Há um império capaz de prender, subjugar e escravizar vidas à medida que cega o entendimento para que não vejam e tenham revelação da verdade (2 Cor. 4:4) revelada em Cristo. “O mundo jaz no maligno”. Seu papel é influenciar religiões, culturas e toda sorte de comportamentos. Ele faz isso com força e violência, às vezes de formas sutil, outras, revelada.
No entanto, “Ele, isto é, JESUS, nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor.”
Há muito tempo esse conflito entre império e reino se estabeleceu e do mesmo modo têm derrubado o primeiro e firmado o segundo. Pelo menos três cenas precisaram acontecer para que o império das trevas caísse e desse lugar que é de direito ao reino do filho:
1. Quando Jesus Nasceu
“O povo que andava em trevas viu grande luz,e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.” Isaías 9:2
2.Quando nós nascemos de novo – Isso fala de um encontro pessoal e um relacionamento duradouro com o filho, Jesus.
“Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo:Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito. Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo” João 3:5-7
3.Na morte de Cristo na cruz do calvário
“tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando dele na cruz.” Colossenses 2:14,15
A primeira e a terceira já aconteceram, a segunda tem acontecido a cada dia quando a alguém é revelado a Verdade do reino estabelecido pelo filho Jesus Cristo. “Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor, porque o nosso Deus é fogo consumidor” Hebreus 12:28

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